Achei meio obrigatório começar com um post sobre ela, a mulher arraza! Quando eu crescer quero ser igual a ela.. (SONHA BEM POUQUINHO!)
Vivienne nasceu em 1941, em Glossop, uma cidadezinha perto de Manchester, na Inglaterra. De família de classe média, sua mãe trabalhava em uma fábrica de algodão e o pai pertencia a uma família de fabricantes de calçados.
Aos 17 anos, mudou-se para Londres e algum tempo depois passou a dar aulas de inglês e casou-se com Derek Westwood, um diretor de uma escola de dança, com quem teve seu primeiro filho.
Influenciada talvez pelo clima rebelde e liberal do final dos anos
Vivienne conheceu Malcolm McLaren, que tornou-se rapidamente seu segundo marido e um crítico do movimento flower power, o qual considerava um movimento sem sentido e comercial. Juntos, em 1970, buscaram nos anos
Com McLaren, a designer teve seu segundo filho, Joseph Corre, que atualmente é dono de uma das lojas de lingerie mais famosas de Londres, a Agent Provocateur.
A ex-professora de inglês começou então a criar suas próprias roupas, pensando nos que vivem à margem da sociedade, negros e rockers. Em
Com a polêmica criada, eles chegaram a ter problemas com a justiça e, em reação, o nome da loja mudou novamente, agora para "Sex", . (Na mesma época seu marido era produtor da banda Sex Pistols, uma das primeiras grandes bandas punks existentes. Como Vivienne vestia aquela, entre outras bandas, ficou conhecida como “estilista-punk”, título que é atribuído a ela até hoje.) onde suas t-shirts ganharam ainda mais ousadia com mensagens mais explícitas, além de venderem objetos sadomasoquistas. Nesse período, a borracha tornou-se a principal matéria-prima de suas criações.
Vivienne Westwood se apresentava com roupas de couro, t-shirts rasgadas (chamadas por ela de "catalyst-shirts") e acessórios feitos de correntes e cadeados. Nascia aí o conceito punk de se vestir.

O trabalho do casal começou realmente a se difundir quando Vivienne criou um modelo novo, feito de borracha e vinil vermelhos. Além disso, Malcolm era o produtor da banda punk mais influente da época, os Sex Pistols, vestidos pela estilista. Daí o fato de ser chamada de estilista punk até hoje. Ela mesma afirma: "na época, não me via como estilista. Procurávamos motivos de rebelião para provocar o stablishment. O resultado dessa procura foi a estética punk".
(Foto de Vivienne nos anos 70
com cabelos espetados e
suasfamosas t-shirts rasgadas)
A corte inglesa e o erótico
Como todo movimento, a cultura punk se diluiu com o passar do tempo e quando o Sex Pistols acabaram, a estilista chegou a pensar em desistir de sua carreira. No entanto, aquela que transformou o punk em moda, partiu para outra viagem. Seu interesse se voltou para a história do vestuário, especialmente as indumentárias indígenas, rebeldes e piratas.
Muito de acordo com o momento
Sua primeira coleção ("Pirates") apresentada em um desfile aconteceu em 1981 e a reação do público foi muito positiva. O Victoria & Albert adquiriu um vestido, um colete e um chapéu, além de mais 30 peças da estilista para seu acervo.
Sua segunda coleção ("Nostalgia of Mud") foi apresentada em 1982, em Paris, que desde Mary Quant não abria suas portas a um criador inglês. Era também o fim do casamento e da parceria entre Vivienne e Malcolm. Em
Durante os anos 80, ela passou a criar roupas cada vez mais ligadas à história de outras épocas, rejeitando por completo o estilo yuppie, principal referência da chamada década perdida. Suas roupas tornaram-se exuberantes, caras, com cores fortes e formas exageradas.
Em 1984, ela apresentou crinolinas mini, enchimentos nos seios e nos quadris, além de enormes sapatos plataforma.
Em 1987, começou a criar espartilhos, que se tornaram ícones de sua marca. Em 1990, na coleção "Portrait", surgiram os mais célebres modelos de espartilho que viria a criar, estampados com cenas do quadro "Um Pastor Observa Uma Pastora Adormecida", de François Boucher. Nesse mesmo ano, ela apresentou sua primeira linha de roupas masculinas,
Em sua coleção de 1994, "Erotic Zones", surgiram peças que deixavam o bumbum das modelos à mostra e, em 1997, ironizando o traje típico escocês masculino, criou roupas femininas sensuais e coquetes.
Seu interesse pelo estilo escocês a fez criar um padrão que se tornou reconhecido oficialmente e tem o nome de Marc Andréas, nome de seu atual marido, o qual conheceu quando dava aulas na Academia de Artes Aplicadas de Viena no final dos anos 80. Nunca perdeu sua identidade e sempre se mostrou atenta aos acontecimentos do mundo lançando roupas inusitadas, como uma camiseta com a frase “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, feita em edição limitada protestando contra as duvidosas leis anti-terroristas adotadas pelo governo inglês depois dos ataques em Lomdres no ano de 2005. Ao longo de sua carreira como estilista, Vivienne Westwood ganhou diversos prêmios, entre eles o de designer do ano da Grã-Bretanha em 1990 e 1991, além de ter sido nomeada membro de honra do Royal College of Art.
Em sua última coleção, apresentada em março deste ano, em Paris, mostrou um mix de peles, xadrez, botas, malhas, muitas amarrações e sobreposições com influências étnicas. Menos ousada? Talvez. No entanto, Vivienne Westwood sempre foi considerada uma estilista polêmica e se manteve como maldita, uma imagem de ovelha negra que gosta de preservar.
Vivienne é o centro da moda inglesa há 34 anos, influência gostos, pessoas e atitudes.
(Sid Vicious, baixista dos Sex Pistols. Sua imagem percorreu o mundo divulgando o estilo punk. Tanto que o cargo na banda lhe foi dado não por seu talento com o baixo - que na verdade ele não tocava - mas sim por ser um cara muito estiloso.)






( Primavera/verão 2011)
Obs: Nada haver com o verão brasileiro, mas para mim quem nem sou muito chegada nas coleções de primavera/verão, essas peças estão muito boas.
:*






Te seguindo aqui maria Eka.
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